segunda-feira, 13 de julho de 2015

YUCATÁN: Chichén-Itzá, Ek Balam e Vallodolid (Cenote Zací)

Dia 16.11.2013, acordamos bem cedo e fomos de carro direto para Chichén Itzá. A ideia era sermos o primeiro grupo a entrar no sítio arqueológico, e quase conseguimos! Se você quiser visitar uma das 7 maravilhas do mundo moderno, chegue cedo para evitar filas, excesso de gente atrapalhando as fotos, o sol do meio-dia e o risco de não conseguir entrar.

Pirâmide de Kukulcan, Chichén-Itzá

Só tenho uma coisa a dizer, os Maias eram "picas da galáxia"! FOTOS.



CHICHEN ITZÁ é uma cidade arqueológica maia localizada no estado mexicano de Iucatã, que funcionou como centro político e econômico da civilização maia. 
As várias estruturas - a pirâmide de Kukulcán, o templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas e o Campo de Jogos dos Prisioneiros - podem ainda hoje ser admiradas. O nome Chichén-Itzá tem raiz maia e significa "pessoas que vivem na beira da água". 
Estima-se que Chichén-Itzá foi fundada por volta dos anos 435 e 455 a.C. Ela foi declarada Patrimônio Mundial da Unesco em 1988.

Os engenheiros maias possuíam excelentes conhecimentos de astronomia e acústica para aquela época, chega a ser assustador!

Efeito sonoro - Pirâmide de Kukulcan

No vídeo acima o som emitido ao bater palmas em frente a escadaria "da serpente" da pirâmide de Kukulcan. O som é igual ao emitido por um pássaro típico da região. Mas o que mais impressiona é que só é possível ouvi-lo se estiver posicionado em frente à escadaria.  


Escadaria da pirâmide Kukulcan com a serpente

Dos quatros lados da pirâmide, apenas um possui "as serpentes".

O alinhamento da construção da pirâmide permite observar diversos fenômenos de luz e sombra, os quais ocorrem cada ano no seu próprio corpo durante os equinócios e solstícios. Assim, as grandes esculturas de serpentes emplumadas, que guarnecem a escadaria Norte, devido à forma como as suas sombras se projetam, parecem mover-se durante os equinócios da primavera e do outono.

Feira de artesanato de Chichén-Itzá

O sítio possui vários artesãos vendendo souvenirs e como em toda viagem, o negócio é barganhar. Eles começam sempre com um preço MUITO alto, o famoso "se colar, colou". À medida que você diz "NÃO", o preço começa a cair drasticamente. Lembre-se, sempre diga NÃO. rs

Outro local bastante curioso de Chichén é o campo de jogos dos prisioneiros. O rei maia precisava proferir algumas palavras antes e após os jogos e era inviável que ele ficasse se esgoelando para que todos o ouvissem. Os engenheiros maias projetaram o campo aproveitando a acústica do local, de forma que o rei falava e sua voz ecoava pelo campo e arquibancada, sempre precisar gritar. #irado


Campo de jogos dos prisioneiros, Chichén-Itzá.


De lá partimos para Ek Balam, outro sítio arqueológico maia, mas não tão conservado ou conhecido como Chichén-Itzá. Ek Balam já foi a capital do império Maia, uma cidade muito rica chamada Talol, fundada por Ek Balam (jaguar negro).


Mapa de Yucatán, México

Conforme mostra o mapa acima, o sítio fica no meio do nada. Um amontoado de pedra que um dia já foram pirâmides.

Ek Balam vista de cima da pirâmide mais alta.

Uma dessas pirâmides possui uma escadaria sem fim, pela qual é possível subir e admirar a paisagem. Saca o visual na foto acima! Confesso que nesse momento fez valer todo o sacrifício de subir a escadaria e o tempo gasto com para visitar o sítio. E chegamos com o sítio quase fechando, se não me engano, por volta das 15h. FOTOS.




De lá corremos para o Cenote ZACÍ, no centro de Valladolid, ainda no Estado de Yucatán. Como o mapa acima mostra, são percursos extensos e, por isso, o aluguel de carro se faz necessário.

Cenote é uma cavida natural ou dolina resultado do colapso da rocha-mãe calcária expondo as águas subterrâneas. O Cenote Ik Kil (ou Il Kil) é um dos mais populares entre os turistas. Diversas excursões fazem paradas nesse cenote após a visita ao sítio arqueológico Chichén-Itzá. Para os mais aventureiros, há cenotes subterrâneos como o Dos Ojos, The Pit e Car Wash, em que o mergulho é todo feito dentro de caverna (cave diving). Mas o cenote que tínhamos mais perto era o ZACI, na pequena cidade de Valladolid. E que não decepciona em nada! FOTOS.


Cenote ZACI




A essa altura, nosso estômago já estava grudado na parede das costas... #PartiuAlmoço

Não me lembro o nome do prato :-/

E conhecer a culinária local faz parte da viagem, aliás, para mim, é o ponto auge! Pedi logo um prato com uma mistura de pratos típicos. Um deles cozido dentro da terra. Confesso que não gostei, mas valeu a experiência.

Alguns pratos típicos de Yucatán:

  • Papadzules - Tortillas recheadas com ovo cozido, molho de sementes de abóbora e cobertas com molho de tomate e chile habanero.
  • Panuchos - Tortillas recheadas de milho frito e cobertas com feijão preto, carne desfiada de peru ou galinha, alface, cebola "morada" e molho "xnipec".
  • Chilmole - Peru com molho negro.
  • Poc-chuc - Carne de porco magra marinada, assada e servida com cebola assada, feijão e laranja amarga.
  • Pescado Tikinxic - Peixe marinado com achiote, envolvido em folhas de bananeira e assado, servido com molho de tomate e chile habanero.

Com o estômago forrado e com o dia já escurecendo, aproveitamos para conhecer a pequena cidade Vallodolid antes de voltarmos para Cancún.



Uma simpática cidade que vale apenas uma passada rápida pela Catedral de San Gervasio, Museu San Roque e o antigo convento San Bernardino de Siena, além do Cenote Zaci. Ah, não deixe de comer a famosa MARQUESITA vendida por comerciantes ambulantes na Praça Francisco Cantón Rosada. FOTOS.




Barraca de Marquesita, praça Francisco Cantón, Valladolid

A Marquesita pode ser feita com qualquer recheio, doce ou salgado, mas ela é tradicionalmente um doce que foi inventado na Ilha Del Carmo para substituir a venda de sorvete no inverno. Uma delícia!

Com a noite dominando o céu, já era hora de voltar para o hotel. Ao pedirmos uma direção a um guarda que estava próximo à uma praça, o dito cujo mandou a seguinte frase.

"Siga por esta calle e siga recto e derecho... derecho... derecho... derecho ... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho..."

Depois de uns 2 minutos, nos entreolhamos dentro do carro e cogitamos a hipótese de interromper o cara e dizer que já havíamos entendido, mas o cara continuou...

"... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho"

Já nem lembro se o cara decidiu parar ou se fomos nós que o interrompemos, a única coisa que sei é que ele estava com a razão. Mais de 2 horas depois de seguirmos "direto" chegamos no hotel exaustos e dando graças a Deus por ter sobrevivido aquela longa estrada no meio do nada e sem nem um resquício de iluminação.

#ThanksGod

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