domingo, 27 de julho de 2014

MILÃO

Dia 11/11/2012, e continua minha jornada de trem pela Itália, dessa vez peguei o trem na Venezia S. Lucia em direção à Milano Centrale

Estação de trem Milano Centrale

Me hospedei no Ostello Bello, um hostel aconchegante e com um bar super transado na recepção. Ah, quem se hospeda lá ganha um chopp caprichado de boas vindas!

Recepção/Bar do hostel Ostello Bello

Milão é uma das cidades mais caras da Europa e, sem dúvida, a mais cara da Itália. Líder no país em termos de dimensão, educação universitária, programação cultural e atividade política, sua região metropolitana é o sistema nervoso da economia da Itália. 

Estrategicamente localizada, é a sede de aproximadamente 200 bancos italianos e outros 40 estrangeiros. De igual importância são os setores fashion e de design. Hoje há aproximadamente 12 mil empresas dedicadas ao mundo da moda, 800 showrooms e 6 mil outlets. 

Piazza del Duomo com o Duomo di Milano ao fundo.


Comecei a visita ao Duomo di Milano, que fica na Piazza del Duomo, uma das maiores e mais impressionantes catedrais góticas do mundo, que começou a ser erguida no século XIV. Claro que não pude deixar de subir no telhado e admirar a espetacular vista da cidade, a sensação de pisar no telhado da terceira maior catedral do planeta, que levou quase 430 anos para ser finalizada (em 1813), é inigualável.

Interior do Duomo di Milano

Telhado do Duomo di Milano

Piazza del Duomo é lotada de pombos, o que proporciona um espetáculo a parte. Até estranhei a forma como os turistas interagiam com essa ave, que considero tão nojenta. Alguns homens ficam na praça vendendo um punhado de milho para que as pessoas atraíssem os pombos para SUAS MÃOS e posassem para fotos. #JamaisJovem #NuncaSerá

Piazza del Duomo

Mapa da Piazza del Duomo (Piazza Scala no centro superior)

Logo ao lado do Duomo fica a Galleria Vittorio Emanuele II, que liga a Piazza del Duomo à Piazza Scala. Construída no século XIX por Giuseppe Mengoni, é o símbolo da elegância dos milaneses. Milaneses bem vestidos e turistas abastados dividem o espaço nessa galeria cheia de lojas famosas (a primeira loja da Padra fica lá, por exemplo). 

Galleria Vittorio Emanuele II

No centro da galeria, no chão, está o touro que tem fama de transmitir fertilidade. Basta colocar um de seus calcanhares sobre os testículos do animal e girar no próprio eixo. E acreditem, fazem fila para isso!!! Óbvio que eu fiz também, é, no mínimo, engraçado pagar esse mico.

Touro da fertilidade na Galleria Vittorio Emanuele II

Dali segui para a Piazza Scala, onde fica o impressionante Teatro alla Scala, casa de ópera construída entre os anos de 17776 e 1778. Confesso que não resisti e adotei um dos mais comuns passatempos milaneses: a arte de olhar vitrines. Peguei a Via Alessandro Manzoni, percorri a Via Montenapoleone, a Via della Spiga e a Corso Venezia, que juntas formam o "Quadrilátero de Ouro", onde estão reunidas as grandes grifes do mundo. É coisa de outro mundo, em menos de 5 minutos de caminhada entendi o porquê desse nome, todos os produtos valem o seu peso em outro. #TôFora 

DICA: Pegue a Corso Vittorio Emanuele II, as lojas sob as arcadas são bem mais acessíveis.

Bem, depois dessa caminhada toda eu estava com a fome de 20 mendigos somalianos, parti para o Panzerotti Luini (Via Santa Redegonda, 16), o melhor fast-food de Milão, que existe desde 1949. Panzerotti é uma pizza frita crocante, com recheios variados (o de queijo com tomate é imperdível). No começo eu me assustei com a fila: ela é grande, mas é rápida. E o bolso agradeceu a experiência! 

Aproveitei o resto da tarde para dar uma volta pelo centro histórico e visitar a Pinacoteca Ambrosiana (Piazza Pio XI, 2) para conferir, entre outras, as obras de Caravaggio e Botticelli. A Pinacoteca Ambrosiana é uma galera de arte que fica dentro da Biblioteca Ambrosiana. Seu nome vem de Ambrósio, o santo padroeiro de Milão.

Pátio do Castello Sforzesco

No dia seguinte, 12/11/2012, visitei o Castello Sforzesco, uma fortificação do século XIV erguida pela família Visconti (entrada grátis). Esse 'castelo' tem uma história muito interessante, mas atualmente acolhe várias coleções dos museus e galerias de arte da cidade.

Fachada do Castello Sforzesco

Depois da visitação gastei o resto da manhã e o começou a tarde passeando pelo Parco Sempione, um parque de 386.000 m² localizado em frente ao Castello Sforzesco.

Parque Sempione

Confesso que estava odiando Milão, depois de conhecer Roma, Vaticano, Veneza e Florença... Milão fica "meio sem graça". Não sei dizer se o frio e os altos preços contribuíram para tal percepção, mas quando cheguei no Parque Sempione, tudo isso mudou.



Nunca fiz um passeio tão relaxante e prazeroso com esse. A ideia era gastar no máximo 1 hora no parque e fiquei quase 4 horas. Foi nesse dia que adquiri o gosto pela "natureza", mesmo que não seja na sua forma bruta. Observei cada centímetro por onde passei, admirando as folhas, árvores, flores, lagos, peixes, aves, o ar puro, o vento... simplesmente tudo!



Do outro lado do parque fica o Arco della Pace (Arco da Paz) que começou a ser construído em 1806 a pedido de Napoleão para comemorar suas vitórias.

Arco da Paz

À tarde, eu tinha programado passear pelo bairro Brera, um lugar de lojas bacanas, cafés, artistas e estudantes de Belas Artes, mas como o parque ocupou o meu tempo mais que o previsto, parei para almoçar/jantar pela área mesmo.


À noite visitei a região do Navigli, onde há vários bares à beira dos canais, como o Spazio Movida (Ascanio Sforza, 41). O esquema é o seguinte, você paga a bebida e os petisco são de graça. Quer despedida melhor?

Canal Alzaia Naviglio Grande


FOTOS da visita à Milão.




E assim terminou minha viagem pela Itália. Deixou saudades.


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