segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Visita ao médico em Angola


Sexta-feira! O dia mais esperado da semana. Acordei com um humor de musical da Brodway (uma felicidade que vem do nada!!). Nem imaginava o que estava por vir.

Ao chegar no trabalho reparei que estava com um coceira estranha entre a mão direita e a mão esquerda (passando pelos braços, peitoral e costas). Reparei também que essa região estava toda avermelhada e com pontas vermelhas. Lembrei-me logo da conversa na horário do almoço que tive com a minha broder Allessandra.

Mini-flashback:
A Allessandra, vulgo Allê, contou que uma consultora que já foi embora faz tempo teve algumas manchas pelo corpo que a fazia se coçar que nem um chimpanzee. Foi ao médico que receitou cortizona e nada dela melhorar. Quando voltou ao Brasil descobriram que era uma alergia cavalar e que o remédio que ela estava tomando só piorava. A mulher ficou com manchas pelo corpo todo que até hoje não sumiram.

Tratei logo de ligar para o plano de saúde e agendar uma visita ao médico. Depois de muito tentar… consegui. Agendei a consulta na mais nova e equipada clínica de Luanda, a Clínica Girassol

Obs: Encontre outras dicas úteis sobre Angola aqui.

Lá estava me esperando o Sr. Carlos, representante do plano de saúde. Um simpático senhor do tamanho de uma girafa trajando um terno que caberia o Senhor Barriga (Programa Chaves – vide fig. 1) e com um bigode de dar inveja ao Leôncio (Desenho Pica-Pau – vide fig. 2).

barriga leoncio
Obs: Figura 1 e Figura 2, nesta ordem.

Fui atendido prontamente pela triagem do hospital com a ajuda do Sr. Carlos. Depois passei pelos recepcionistas para fazer o cadastro. Ele cometeu um erro grotesco que eu e o Sr. Carlos perceberíamos somente na hora de ir embora. A anta leu no meu passaporte Helio Carlos Candeias Rabello e escreveu no sistema ‘Helio Luiano Carlos Xavier’. Blue o quê?

No corredor de espera para ser atendido pela “médica” se escutava uns gritos e choros intermináveis e desesperadores. Eram de uma criança.

Depois de esperar um tempo considerável fui atendido por uma jovem médica com um buço maior que meu bigode, cabelos alisados por uma máquina de alinhar asfalto e com ares de ser simpática (aquele tipo de pessoa que te dá uma patada sorrindo).

Depois de explicar me pediu para tirar a camisa, mas com um sorriso de lado e expressão de envergonhada. Deu uma olhada e fez uma série de perguntas repetidas de formas diferentes. Saiu da sala e voltou com mais duas médicas. Me pediram para tirar a camisa de novo, novamente o sorrisinho de canto de boca e os olhares envergonhados, dessa vez, entreolhando umas para as outras.

Tirei a camisa como se o meu corpo fosse o mais sarado do mundo. Murchei a barriga e enrigeci o meu corpo como se estivesse segurando um peido. Abri um sorriso de dar inveja ao Gianechini e perguntei o que “o que eu tenho?”.

A mulher deu uma explicação que não explicou nada e me encaminhou para tirar sangue e tomar hidrocortizona na veia. Tirei o sangue tranquilamente. Mas na hora de tomar a hidrocortizona na veia, me caguei todo. O enfermeiro que foi me aplicar era um jovem com uma expressão de idiota e jeito de quem nem sabia o que estava fazendo ali. Não deu outra. O FDP errou por uns segundos a minha veia e aplicou o remédio. Pedi para ele parar imediatamente. Sai com o braço dolorido e fui perguntar a médica quais as reações que poderia ter pela falha da anta do enfermeiro. A vaca da médica me olhou com um ar de desprezo dizendo que não foi nada demais e que já já passa.

Sai da sala dela puto, pensei alto “como pode alguém colocar tanta gente amadora para ser médica”. Pra quê? O Lêoncio Sr. Carlos comentou em voz baixa quase olhando para o outro lado “Essa é a sua opinião”. PQP... ainda tomei um fora do cara! É mole?

Minutos antes de eu ir embora, ao aguardar o laudo da médica, uma paciente que estava no corredor chegou perto de mim e me perguntou:

- Qual a sua idade?
- 27.
- Nossa! Vc já é um rapazinho, não pode ficar gritando com medo de injeção!
- Como assim senhora? Eu não gritei.
- Não era você que estava gritando mais cedo?
- Não! Era uma criança.
- Poxa, a voz é igual a sua.

Pensei comigo “velha piranha dos infernos!”. Mas guardei todo meu ódio por aquela senhora e sorri.

No final deu tudo certo... a dor no braço passou, as manchas e coceiras passaram também. Depois fui pra casa do meu mano Frango comer um bacalhau com natas que a Margareth preparou. Compensou o dia!

4 comentários:

  1. Eu queria muito ser médica! Mas definitivamente odeio ir a médico, eu tomo tudo em casa, quando não resolve é que vou muito contrariada, porque quase sempre me aborreço!

    Beijocas

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  2. Blue o quê? Rsrsrsrs...Apaporra...ainda não tive o desprazer de ter que ir ao médico pelas bandas de cá e olha que já se passaram quatro anos. Medo, muito medo...beijocas e boa semana!

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  3. Ontem eu estava passando mal, mas fui informado pelo seu pai que vc tinha ido ao médico e que já estava bem. Vejo que Deus na sua infinita bondade tem ouvido minhas orações e te guardado.
    Bjus e fica com Deus.
    Te amo!!!!!!!

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  4. cadê meu comentário? deletou né? rs

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